{"id":3044,"date":"2026-06-27T13:39:30","date_gmt":"2026-06-27T13:39:30","guid":{"rendered":"https:\/\/socialport.com.br\/?p=3044"},"modified":"2026-06-27T13:39:30","modified_gmt":"2026-06-27T13:39:30","slug":"the-critical-role-of-history-in-scenario-thinking-resenha-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socialport.com.br\/en\/the-critical-role-of-history-in-scenario-thinking-resenha-critica\/","title":{"rendered":"The critical role of history in scenario thinking \u2013 Resenha cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>The critical role of history in scenario thinking \u2013 Resenha cr\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"985\" src=\"https:\/\/socialport.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-16-at-15.43.09-8.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3045\" srcset=\"https:\/\/socialport.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-16-at-15.43.09-8.jpeg 1024w, https:\/\/socialport.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-16-at-15.43.09-8-300x289.jpeg 300w, https:\/\/socialport.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-16-at-15.43.09-8-768x739.jpeg 768w, https:\/\/socialport.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-16-at-15.43.09-8-12x12.jpeg 12w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Autores:<\/strong> Ronald Bradfield, James Derbyshire e George Wright.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte: <\/strong>Revista Futures<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dispon\u00edvel em:<\/strong> http:\/\/eprints.mdx.ac.uk\/18960\/<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancia:<\/strong>&nbsp; Bradfield, R.; Derbyshire, J.; Wright, G. (2016) The critical role of history in scenario thinking: augmenting causal analysis within the intuitive logics scenario development methodology. Futures, v. 77, p. 56-66, March. Doi: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.futures.2016.02.002\">10.1016\/j.futures.2016.02.002<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetivo da pesquisa<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta pesquisa tem como objetivo discutir o papel da hist\u00f3ria no pensamento por cen\u00e1rios, especialmente na metodologia conhecida como <em>Intuitive Logics<\/em> (abordagem da L\u00f3gica Intuitiva). Os autores partem da constata\u00e7\u00e3o de que, embora a hist\u00f3ria n\u00e3o deva ser usada como previs\u00e3o direta do futuro, ela pode oferecer elementos importantes para compreender causas, mudan\u00e7as, rupturas e padr\u00f5es que contribuem para a constru\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios mais consistentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo busca resolver uma tens\u00e3o central: por um lado, \u00e9 necess\u00e1rio aprender com o passado para compreender como o presente foi formado; por outro, \u00e9 perigoso depender excessivamente da hist\u00f3ria, pois o futuro pode apresentar acontecimentos sem precedentes. Assim, os autores defendem que a hist\u00f3ria deve ser usada como orienta\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0 an\u00e1lise causal, e n\u00e3o como um mecanismo de previs\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>2 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Metodologia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A metodologia utilizada \u00e9 de natureza te\u00f3rica e anal\u00edtica, baseada na revis\u00e3o e na discuss\u00e3o da literatura sobre hist\u00f3ria, estudos do futuro e planejamento por cen\u00e1rios. Os autores analisam as contribui\u00e7\u00f5es de diferentes pesquisadores para compreender as vantagens e limita\u00e7\u00f5es do uso da hist\u00f3ria na reflex\u00e3o sobre o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o artigo examina a metodologia <em>Intuitive Logics<\/em>, considerada uma das abordagens mais utilizadas no planejamento por cen\u00e1rios. A partir dessa an\u00e1lise, os autores prop\u00f5em adapta\u00e7\u00f5es ao processo tradicional, especialmente nas etapas iniciais de identifica\u00e7\u00e3o e agrupamento das for\u00e7as motrizes. Para eles, essas etapas precisam incorporar uma pesquisa hist\u00f3rica mais aprofundada, capaz de revelar como determinados sistemas, organiza\u00e7\u00f5es ou contextos chegaram ao seu estado atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<strong>3 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Principais resultados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados mostram que a hist\u00f3ria desempenha um papel importante no planejamento por cen\u00e1rios, mas esse papel costuma ser tratado de forma perif\u00e9rica. Os autores argumentam que a simples identifica\u00e7\u00e3o de elementos predeterminados, como tend\u00eancias demogr\u00e1ficas, infraestrutura ou condi\u00e7\u00f5es estruturais, n\u00e3o \u00e9 suficiente para gerar uma aprendizagem hist\u00f3rica profunda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os principais achados do artigo, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u25cf A hist\u00f3ria n\u00e3o deve ser vista como um instrumento de previs\u00e3o, pois eventos futuros n\u00e3o se repetem exatamente como os eventos passados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u25cf O valor da hist\u00f3ria est\u00e1 em sua capacidade de orientar a compreens\u00e3o do presente, mostrando como determinados processos, decis\u00f5es e rupturas produziram a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u25cf A an\u00e1lise hist\u00f3rica permite identificar causas, padr\u00f5es, erros de interpreta\u00e7\u00e3o e surpresas do passado, elementos que podem auxiliar na constru\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios futuros mais robustos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u25cf O estudo refor\u00e7a que diferentes interpreta\u00e7\u00f5es sobre o passado podem ser \u00fateis, pois revelam diverg\u00eancias de percep\u00e7\u00e3o entre os participantes e ajudam a explicitar expectativas distintas sobre o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u25cf Os autores defendem que as etapas iniciais da metodologia <em>Intuitive Logics<\/em> devem ser ampliadas por meio de pesquisas hist\u00f3ricas, an\u00e1lises contrafactuais, entrevistas, consultas a especialistas, t\u00e9cnicas Delphi e investiga\u00e7\u00e3o documental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal contribui\u00e7\u00e3o de Bradfield, Derbyshire e Wright est\u00e1 na defesa de que a hist\u00f3ria deve ocupar uma posi\u00e7\u00e3o mais central no desenvolvimento de cen\u00e1rios. Para eles, o planejamento por cen\u00e1rios n\u00e3o deve apenas levantar incertezas futuras, mas tamb\u00e9m compreender profundamente os processos hist\u00f3ricos que moldaram o presente. Esse esfor\u00e7o permite identificar os fatores que influenciaram mudan\u00e7as anteriores e refletir sobre como for\u00e7as semelhantes podem atuar de maneira diferente no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores tamb\u00e9m destacam que a an\u00e1lise hist\u00f3rica contribui para evitar a constru\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios superficiais. Quando a fase de pesquisa \u00e9 pouco desenvolvida, os cen\u00e1rios tendem a se tornar gen\u00e9ricos, baseados apenas nas percep\u00e7\u00f5es imediatas dos participantes. Por isso, eles sugerem que a investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica seja incorporada como uma etapa essencial para fortalecer a qualidade anal\u00edtica dos cen\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considera\u00e7\u00f5es finais<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bradfield, Derbyshire e Wright concluem que o planejamento por cen\u00e1rios se torna mais consistente quando incorpora uma an\u00e1lise hist\u00f3rica aprofundada. A hist\u00f3ria n\u00e3o elimina a incerteza do futuro, mas ajuda a compreender os caminhos pelos quais o presente foi constru\u00eddo e oferece pistas sobre causas, rupturas e mudan\u00e7as poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo refor\u00e7a que aprender com o passado n\u00e3o significa repetir suas conclus\u00f5es de forma mec\u00e2nica. Pelo contr\u00e1rio, significa reconhecer que o futuro pode ser diferente, mas que essa diferen\u00e7a s\u00f3 pode ser compreendida adequadamente quando h\u00e1 uma boa orienta\u00e7\u00e3o sobre o passado e o presente. Dessa forma, a hist\u00f3ria contribui para ampliar a qualidade do pensamento estrat\u00e9gico, tornando os cen\u00e1rios mais fundamentados, cr\u00edticos e \u00fateis para a tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>O futuro nos reserva um infinito de possibilidades. A SocialPort constr\u00f3i com voc\u00ea as melhores.<\/em><\/strong><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SocialPort \u2013 Difundindo o <em>foresight<\/em> no Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The critical role of history in scenario thinking \u2013 Resenha cr\u00edtica Autores: Ronald Bradfield, James Derbyshire e George Wright. Fonte: Revista Futures Dispon\u00edvel em: http:\/\/eprints.mdx.ac.uk\/18960\/ Refer\u00eancia:&nbsp; Bradfield, R.; Derbyshire, J.; Wright, G. (2016) The critical role of history in scenario thinking: augmenting causal analysis within the intuitive logics scenario development methodology. 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