“Scenario Planning –What Style Should You Use?” –Resenha crítica

Por Rafaella Sales

Autores: William R. Huss e Edward J. Honton.

Fonte: Revista  Long Range Planning.

Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.futures.2005.01.003

Referência: HUSS, W. R.; HONTON, E. J. Scenario Planning – What Style Should You Use? Long Range Planning, v. 20, n. 4, p. 21-29, ago. 1987.

1         Objetivos da Pesquisa

O objetivo central é orientar os planejadores corporativos na seleção da metodologia de cenários mais adequada às suas necessidades. Para isso, o estudo compara as três principais abordagens da época, avalia suas respectivas vantagens e desvantagens e estabelece critérios de decisão fundamentados no nível de detalhe e no tipo de desafio empresarial enfrentado.

2         Metodologia

A metodologia consiste numa análise comparativa e técnica de três abordagens metodológicas distintas:

  • Lógica intuitiva (Intuitive Logics): Desenvolvida pelo SRI International, foca em fatores qualitativos e na percepção de especialistas.
  • Análise de impacto de tendências (Trend-Impact Analysis – TIA): Proposta pelo The Futures Group, utiliza a extrapolação estatística de dados históricos, ajustada a eventos futuros sem precedentes.
  • Análise de impacto cruzado (Cross-Impact Analysis): Utilizada pelo Center for Futures Research e pelo Battelle Columbus, foca nas interrelações e nas probabilidades de ocorrência de diversos eventos futuros.

3         Principais Resultados

  • Lógica intuitiva: É a mais flexível e útil para mudar a cultura organizacional, mas carece de rigor analítico para tomar decisões que exigem dados numéricos precisos.
  • TIA: É excelente para lidar com variáveis específicas e quantificáveis, permitindo observar como eventos inesperados desviam das tendências históricas.
  • Impacto cruzado: Oferece uma visão mais sistémica e rigorosa das interdependências, sendo ideal para problemas complexos em que os eventos estão altamente correlacionados.
  • Critério de escolha: A escolha da técnica deve depender do nível de detalhe exigido, da disponibilidade de dados e da natureza da decisão (estratégica ou operacional).

4         Considerações finais

Huss e Honton concluem que não existe um “estilo” de planeamento por cenários universalmente superior; a eficácia da ferramenta dependerá do problema em análise. Cientificamente, o artigo reforça que a análise de cenários deve ser vista como um complemento ao julgamento gerencial, e não como substituto. A principal contribuição é a sistematização das ferramentas de foresight, permitindo que o planejamento de longo prazo deixe de ser um exercício subjetivo para se tornar um processo estruturado de gestão da incerteza e de formulação estratégica.

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