
Por Rafaella Sales
Autores: Paul J.H. Schoemaker
Fonte: MIT Sloan Management Review.
Disponível em: https://sloanreview.mit.edu/article/scenario-planning-a-tool-for-strategic-thinking/
Referência: SCHOEMAKER, P. J. H. Scenario Planning: A Tool for Strategic Thinking. Sloan Management Review, v. 36, n. 2, p. 25-40, inverno 1995.
1 Objetivos da Pesquisa
O objetivo principal do autor é fornecer um guia prático e metodológico para a construção de cenários. Esse guia descreve um processo passo a passo para a elaboração de cenários organizacionais, mostra como as histórias resultantes ajudam na compreensão de falhas de julgamento humano e ilustra a aplicação prática do método por meio de casos reais (como o da agência Interpublic e a Anglo-American Corporation).
2 Metodologia
A metodologia é de natureza técnica e aplicada, fundamentada em estudos de caso e na psicologia da decisão. Schoemaker propõe um processo sistemático de 10 passos para construir cenários, que inclui:
- Definição do escopo e do horizonte temporal.
- Identificação dos principais stakeholders.
- Mapeamento de tendências fundamentais.
- Identificação de incertezas críticas.
- Construção da matriz de cenários iniciais.
- Verificação de consistência e plausibilidade.
- Desenvolvimento de modelos de aprendizagem.
- Identificação de necessidades de pesquisa.
- Desenvolvimento de modelos quantitativos.
- Evolução para cenários de decisão.
3 Principais Resultados
As principais contribuições e resultados destacados por Schoemaker incluem:
- Foco na incerteza: Diferentemente da previsão tradicional, os cenários focam nas forças conjuntas que moldam o futuro, permitindo que os gestores identifiquem “regras de interação” entre tendências e incertezas.
- Refreamento de vieses: O uso de cenários força a mente a considerar múltiplos futuros, o que, naturalmente, reduz a tendência de acreditar que o futuro será apenas uma extensão do presente.
- Flexibilidade estratégica: O método permite que as empresas desenvolvam estratégias que são robustas em vários cenários, em vez de apostarem numa única previsão que pode revelar-se errada.
4 Considerações finais
Schoemaker conclui que o planejamento por cenários é mais do que um exercício intelectual; é uma disciplina de gestão que permite “ensaiar o futuro”. A conclusão científica ressalta que o valor da técnica reside na sua capacidade de tornar explícitos os modelos mentais dos gestores, permitindo que as suposições ocultas sejam testadas e que a organização se torne mais ágil e resiliente perante mudanças sistémicas.
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