
A única certeza atual é a incerteza. No entanto, as organizações brasileiras ainda passam por um processo de aprendizado de como lidar com essa incerteza crescente. Um dos indicadores da ausência de future literacy (letramento em futuro) está associada ao fato de que poucas são as organizações que investem em foresight no Brasil.
Outro indicador é o fato de que muitas das organizações brasileiras utilizam métodos do planejamento tradicional, baseando-se na premissa arriscada de que o futuro será uma repetição do presente. Conforme abordado por Bloom e Menefee em seu artigo “Scenario Planning and Contingency Planning”, essa visão é insuficiente para o ambiente volátil atual.
Ao adotar as técnicas do foresight, em especial o scenario planning (planejamento por cenários), a organização substitui as previsões, pautadas em dados do passado, pela experimentação de possibilidades de futuros. Esse processo leva os líderes da organização a saírem da zona de conforto e a explorar diversas possibilidades de futuro, “refletindo sobre o impensável”.
Bloom e Menefee destacam que os cenários exploram as dinâmicas sociais, políticas, econômicas e tecnológicas para descrever futuros possíveis, permitindo que a gestão tome decisões racionais antecipadamente. Essa visão ampla do ambiente permite que a organização esteja mais bem preparada para eventos futuros do que quando ela formula sua estratégia somente olhando para dentro ou, no máximo, para o seu ambiente de negócio. O processo mapeia áreas onde mudanças ambientais teriam impacto crítico, deixando claro as vulnerabilidades da organização frente ao ambiente externo incerto.
A identificação dessas forças motrizes – variáveis que têm o poder de moldar o futuro do setor – são chave na construção de cenários desafiadores e não convencionais, que oxigenem a estratégia corporativa. Para tanto, esse processo de planejamento por cenários deve ser participativo, sendo crucial o envolvimento da liderança. A participação da alta gestão garante força estratégica ao processo e aprendizado organizacional.
Apesar dos benefícios que o processo de planejamento por cenários fornece às organizações, ele não elimina a incerteza ambiental. Sendo assim, além da instituição de práticas de monitoramento e de horizon scanning, para identificação de sinais de mudança e eventos inusitados no curto, médio e longo prazos, é necessário a construção de planos de contingência estratégicos.
Em geral, as organizações brasileiras não possuem a cultura de elaborar planos de contingência estratégicos. Entretanto, partindo do pressuposto de que o futuro é múltiplo e incerto, o momento exige que essa cultura e prática sejam estabelecidas, preparando a organização para quando uma mudança significativa no ambiente ocorrer, seja ela uma ameaça ou uma oportunidade.
O estabelecimento de um plano de contingência prepara a organização a responder rapidamente a eventos críticos e até gerar vantagem competitiva. Isso porque a organização já experimentou e pensou antes, decidindo, com calma, antes mesmo de a crise ocorrer, saindo da postura reativa para a proativa.
A SocialPort possui uma equipe e uma plataforma tecnológica exclusiva que apoiam as organizações a formularem estratégias com base em técnicas de foresight, em especial em scenario planning e horizon scanning, levando as organizações a formularem estratégias inovadoras, a tomarem melhores decisões e a construírem planos de contingência focado nas questões estratégicas para a organização.
Além disso, a SocialPort oferece uma visão externa especializada e não convencional, elemento que Bloom e Menefee consideram fundamental para o sucesso do processo de scenario planning. Também auxiliamos na identificação de trigger points (pontos de gatilho), indicando o momento exato de acionar planos de contingência, bem como apoiamos a construção de um sistema de alerta antecipado, que transforma a imprevisibilidade ambiental em vantagem competitiva.
Com a nossa abordagem inovadora, desenhamos um processo de foresight customizado, garantindo que os métodos e técnicas sejam usados de forma prática, participativa e não burocrática, atendendo às necessidades da organização.
A vitória pertence àqueles que se posicionam estrategicamente antes da mudança ocorrer. Não permita que a ignorância sobre os riscos futuros se torne custos insustentáveis para a sua empresa. Agende uma demonstração da nossa plataforma e conheça nossos programas de mentoria, consultoria e capacitação.
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As reflexões apresentadas nesta matéria são fundamentadas pelo artigo, cuja referência encontra-se descrita a seguir.
Referência: Referência: BLOOM, M.; MENEFEE, M. L. Scenario planning and contingency planning. Public Productivity & Management Review, v. 17, n. 3, p. 223-230, 1994. https://doi.org/10.2307/3380654. Acesse a Resenha Crítica desse artigo produzido e compartilhado pela SocialPort: https://socialport.com.br/scenario-planning-and-contingency-planning-resenha-critica/

