Disciplined imagination: Building scenarios and building theories – Resenha crítica

Disciplined imagination: Building scenarios and building theories – Resenha crítica

Autores: Thomas J. Chermack.

Fonte:  Revista científica Futures (Elsevier).

Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.futures.2004.10.007

Referência: Hermack, T. J. (2007) Disciplined imagination: Building scenarios and building theories. February 2007 Futures, v. 39, n. 1, p. 1-15.

1       Objetivos da Pesquisa

Chermack busca fornecer uma base científica e rigorosa ao planejamento por cenários. Ele defende que a criação de cenários é, na prática, uma forma de construir teorias sobre como o futuro pode funcionar. Ele argumenta que é possível recorrer a métodos de pesquisa tradicionais e objetivos para estudar essa metodologia, superando a resistência de alguns estudiosos. Além disso, Chermack mostra que o processo de construção de cenários serve para testar e mudar as ideias e crenças que os gestores têm e que os orientam no processo decisório do dia a dia. Por fim, ele deixa claro que avaliar se uma “ferramenta” de planejamento funciona bem é muito diferente de tentar, de fato, adivinhar ou prever o futuro.

2         Metodologia

A metodologia fundamenta-se em uma análise conceitual e teórica integrativa. Chermack desenvolve seus argumentos por meio do cruzamento de obras fundamentais sobre construção de teorias com perspectivas de mudança organizacional (como os modelos dialéticos e teleológicos de Van de Ven e Poole). A análise é conduzida por meio da aplicação da “ciência da ação” de Argyris para explicar como os cenários reconstroem modelos mentais.

3         Principais Resultados

Os resultados da análise de Thomas J. Chermack indicam:

  • os cenários como teorias aplicada. O planejamento por cenários segue uma lógica semelhante à construção de teorias, pois busca explicar relações de causa e efeito em ambientes futuros potenciais;
  • que há mudança de modelos mentais ao utilizar planejamento por cenários. O método é eficaz para alterar as teorias implícitas que os líderes usam para tomar decisões, permitindo que a organização se adapte a novas realidades;
  • a necessidadeda ampliação das pesquisas empíricas. O estudo revela que a falta de pesquisas correlacionais e causais criou uma lacuna na base teórica da metodologia, que precisa ser preenchida para validar a sua eficácia organizacional.

4         Considerações finais

Chermack conclui que o planejamento por cenários deve ser visto como um modo de “teorizar” sobre o ambiente externo futuro. A conclusão científica estabelece que o rigor da imaginação disciplinada transforma o exercício criativo em uma “ferramenta” de aprendizado organizacional profundo. Ao tratar cenários como teorias, a gestão consegue refinar a sua percepção estratégica e melhorar o desempenho operacional por meio de uma base intelectual mais robusta e testável, unindo a antecipação à prática científica.

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