
Por Rafaella Sales
Autores: Michael J. Bloom; Mary K. Menefee
Fonte: Public Productivity & Management Review
Disponível em: https://www.jstor.org/stable/3380654
Referência: BLOOM, M.; MENEFEE, M. L. Scenario planning and contingency planning. Public Productivity & Management Review, v. 17, n. 3, p. 223-230, 1994. https://doi.org/10.2307/3380654.
1 Objetivos da Pesquisa
O objetivo central é definir, comparar e incentivar o uso das metodologias de planejamento por cenários e o de contingência, classificando as diferenças entre elas. O trabalho fornece um roteiro para a implementação desses métodos em ambientes dinâmicos, mostrando como tais ferramentas permitem minimizar os efeitos de eventos negativos e maximizar as oportunidades estratégicas.
2 Metodologia
A metodologia é de natureza técnico-descritiva, baseada na experiência dos autores no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O artigo descreve as etapas práticas para cada processo:
- Para Cenários: Identificação de forças motrizes, desenvolvimento de lógicas de cenários e criação de narrativas sobre futuros alternativos.
- Para Contingência: Identificação de eventos críticos específicos, avaliação de impacto e desenvolvimento de planos de resposta detalhados.
3 Principais Resultados
Os autores destacam resultados fundamentais para a gestão estratégica:
- Consciência organizacional: Ambas as técnicas aumentam a percepção da organização sobre o que “poderia acontecer”, rompendo com o foco numa única suposição sobre o futuro.
- Diferenciação crítica: O planejamento de cenários é apresentado como uma ferramenta de longo prazo e de visão ampla (o “quê”), enquanto o planejamento de contingência é focado no curto e no médio prazo e na resposta operacional a eventos específicos (o “como”).
- Sistemas de resposta: O principal benefício é o desenvolvimento de sistemas de resposta prontos para uso, permitindo que a organização se posicione estrategicamente rapidamente quando um evento ocorre.
4 Considerações finais
Bloom e Menefee concluem que, no ambiente mutável de hoje, é essencial que as organizações abandonem o planejamento tradicional estático. A conclusão científica do texto afirma que os planejamentos por cenários e por contingência não são apenas exercícios intelectuais, mas componentes vitais da sobrevivência organizacional. Ao assumir várias possibilidades, estas técnicas permitem que os gestores “arrebatem a vitória das mandíbulas da derrota”, transformando ameaças potenciais em vantagens estratégicas por meio da preparação e da agilidade mental.
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