The mandate for theory in scenario planning – Resenha crítica

The mandate for theory in scenario planning – Resenha crítica

Autor: Thomas J. Chermack.

Fonte: Revista Futures Research Quarterly

Referência: Chermack, T. J. (2002) The mandate for theory in scenario planning. Futures Research Quarterly. p. 25-28, Summer, 2002.

1          Objetivos da pesquisa

O objetivo principal do professor Thomas J. Chermack é estabelecer uma base sólida para o desenvolvimento do planejamento por cenários.

Chermack defende que ter uma teoria bem definida é essencial para que o método seja considerado uma metodologia válida e confiável pelas empresas. Para isso, ele aponta que a prática deve ser alimentada por áreas do conhecimento já consagradas, como a psicologia, a economia e a teoria dos sistemas. Por fim, Chermack propõe um modelo que conecta cada etapa da criação de cenários a resultados práticos e específicos nas organizações.

2          Metodologia

A metodologia é de natureza analítica e normativa. Chermack conduz a análise por meio de uma revisão crítica das práticas vigentes, comparando-as aos padrões de construção do conhecimento científico. Ele utiliza a lógica de sistemas para decompor o planejamento por cenários em entradas, processos e saídas, buscando identificar onde a teoria é mais necessária para explicar as transformações que ocorrem em cada fase.

3          Principais Resultados

Os resultados da análise de Chermack indicam que:

  • Há uma crise de identidade: o campo sofre de uma “fome teórica” que limita sua capacidade de evolução e de realização de testes.
  • É necessário estabelecer fundamentos interdisciplinares: o autor revela que o planejamento por cenários deve se apoiar na psicologia cognitiva e na teoria das organizações.
  • Há necessidade de estabelecer uma estrutura científica para a área: o estudo propõe que a teoria não é um luxo acadêmico, mas uma necessidade prática para garantir a consistência e a replicabilidade dos resultados do planejamento por cenários.

4          Considerações finais

Chermack conclui que o futuro do planejamento por cenários depende da sua capacidade de integrar teoria e prática de forma indissociável. A conclusão científica estabelece que apenas por meio de uma base teórica robusta será possível desenvolver instrumentos de medição capazes de avaliar se os cenários, de fato, melhoram a performance organizacional. Assim, encerra com um chamado para que acadêmicos e praticantes colaborem na construção dessa base, elevando o método ao patamar de uma ciência da antecipação estratégica.

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