A sua empresa pratica ambidestria em foresight? Conhece as vantagens?

A sua empresa pratica ambidestria em foresight? Conhece as vantagens??

A maior parte das organizações brasileiras conduz o seu negócio olhando para o retrovisor. Algumas olham o ambiente ao seu redor, mas poucas olham para o futuro.

Olhar para o futuro é importante por vários motivos, desde antecipar rupturas até desenvolver resiliência, decidir melhor hoje e formular estratégias inovadoras. Mas o presente bate à porta de qualquer estrategista, que precisa antecipar eventos do curto prazo. Esse é o principal motivo que justifica a necessidade de as organizações desenvolverem ambidestria em foresight. Esse é o tema do artigo de Wendy Bodwell e Thomas J. Chermack (2010), “Organizational ambidexterity: Integrating deliberate and emergent strategy with scenario planning”, que aborda a necessidade de integrar as estratégias deliberadas às de longo prazo.

O artigo aborda o conceito de ambidestria organizacional, definido como a capacidade de uma empresa de equilibrar a estratégia deliberada (focada na eficiência e no presente) com a estratégia emergente (focada na inovação e no futuro). Os autores criticam o fato de a ambidestria ser frequentemente tratada apenas como uma metáfora acadêmica, sem métodos claros de implementação.

A principal contribuição teórica é a proposição do planejamento por cenários como um método prático para desenvolver essa habilidade. Ao utilizar cenários, e experimentarem múltiplas possibilidades, permitem o surgimento de respostas estratégicas mais ágeis.

O artigo contribui para a institucionalização do foresight ao integrar o planejamento de longo prazo ao modelo de Capacidades Dinâmicas de Teece. Ele estrutura o foresight não como um evento isolado, mas como um processo contínuo dividido no desenvolvimento de três capacidades essenciais: a de sensing (percepção), aeizing (aproveitamento) e reconfiguring (reconfiguração).

A organização que desenvolve a capacidade de “percepção”, por meio da prática de foresight, passa a usar os cenários como um “radar organizacional”, permitindo identificar sinais de mudança no ambiente externo antes dos concorrentes. Desenvolver a capacidade de “aproveitamento” levará a alta gestão a desafiar modelos mentais e a evitar o “pensamento de grupo”, permitindo que decisões estratégicas sejam testadas em diferentes contextos futuros. Por fim, a “reconfiguração” proporcionará à organização a realocação rápida de recursos e ativos, pois a organização já “visitou” mentalmente aqueles futuros e possui planos de contingência.

Ao conectar o foresight diretamente à sobrevivência e à competitividade, desenvolvendo a ambidestria, Bodwell e Chermack elevam a prática de uma técnica acessória a um componente central da gestão estratégica.

Considerando a proposta do artigo e a necessidade de métodos práticos para institucionalizar o foresight, destaco que a SocialPort pode atuar como o agente facilitador e tecnológico desse ecossistema. Nossa equipe atuará, em parceria com a equipe da sua organização, facilitando a formulação de Estratégia Emergente. Conforme abordado no artigo, a estratégia emergente exige “espaço para que a emergência ocorra”. A SocialPort pode criar plataformas de colaboração que capturem as percepções dos colaboradores da linha de frente, transformando sinais fracos em insumos para o planejamento por cenários.

Também podemos colaborar reduzindo a miopia gerencial que, em geral, ocorre em função da pressão do curtoprazismo. Bodwell e Chermack destacam que problemas operacionais diários tendem a sufocar a exploração do futuro. A SocialPort pode oferecer ferramentas de monitoramento contínuo (o “radar organizacional” citado no texto) que automatizem a coleta de dados externos, permitindo que os gestores se concentrem na análise estratégica.

Para o desenvolvimento da capacidade de “sensing“, a SocialPort pode instrumentalizar o processo de Wilson e Ralston (pesquisa focada em forças e drivers descrita no artigo em foco), tornando a construção de cenários baseada em evidências em tempo real, e não apenas em workshops esporádicos, por meio de inteligência de dados e de análise de redes sociais e de tendências, por exemplo.

Além disso, a SocialPort pode ajudar a difundir a cultura do pensamento paradoxal (equilíbrio entre hoje e amanhã) por meio de programas de treinamento e de comunicação interna, combatendo a “tirania do hoje” e promovendo a “genialidade do amanhã” na cultura organizacional, por meio do uso de future literacy.

Por fim, Bodwell e Chermack defendem que a ambidestria não é um destino, mas um processo de aprendizagem contínua. A institucionalização do foresight, por meio da construção de cenários, é o caminho para essa agilidade. Nesse contexto, a SocialPort se posiciona como o suporte metodológico e tecnológico necessário para que o foresight deixe de ser uma teoria abstrata e se torne uma vantagem competitiva real e operacional.

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O futuro nos reserva um infinito de possibilidades. A SocialPort constrói com você as melhores.

As reflexões apresentadas nesta matéria são fundamentadas pelo artigo, cuja referência encontra-se descrita a seguir.

Referência: Bodwell, W.; Chermack, T. J. (2013). Organizational Ambidexterity: Integrating Deliberate and Emergent Strategy with Scenario planning. Technological Forecasting and Social Change, v. 77, n. 2, p. 193-202.

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